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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Misticismo e realidade: "O PREÇO DO PERDÃO"


     "O PREÇO DO PERDÃO" é um filme adaptado do romance homônimo do escritore professor senegales Mbissane Ngom. Ele pertence ao grupo étnico Lebu, formado por pescadores habitantes da Costa Atlântica africana e inteiramente dependentes do mar, que lhes dá os meios de sobrevivência.

     De acordo com seu diretor, o também senegalês Mansour Sora Wade, o que lhe interessonou na história original foi o fato dela mostrar que as personalidade não são algo fixo e imutáveis, mas que evoluem e podem, muitas vezes, ser ambíguas e contraditórias. A isso podemos chama de "humanidade". O personagem Maxoye, por exemplo, cujos sentimentos modificam-se, alterna entre o ódio e a compreensão, entre a vingança e o amor.

     A tradição de oralidade da cultura africana, através dos griots, na qual um evento é aprendido, memorizado e recontado em seus mínimos detalhes encontrou no diretor Mansour Sora Wade um equivalente cinematográfico, que mistura trivialidade com simbolismo, atenção aos detalhes com metáforas. Sua preocupação, ao optar por essa forma de transpor o livro para as telas, foi a de mostrar que o cotidiano e o sobrenatural coexistem, sem nenhum tipo de conflito. Em "O PREÇO DO PERDÃO" o tubarão é visto como a reincarnação de Mbanik mas, acima de tudo, continua sendo um tubarão, isso para reforçar a idéia que a crença e o pragmatismo coexistem naturalmente no dia a dia.

     Mansour Sora Wade nasceu no Senegal em 1952 e estudou em Paris, onde completou um mestrado em cinema. Entre 1977 e 1985 foi responsável pelo arquivo de audiovisual no Ministério da Cultura do Senegal. Depois de ter feito várias curtas-metragens e documentários, “Le Prix du Pardon” (2002) é a seu primeira longa-metragem de ficção, tendo recebido prémios nos festivais de Amiens, Fribourg, Milan e Montreal.

SERVIÇO:
Filme: "O Preço do Perdão", de Mansour Sora Wade (Senegal)
Quando: dia 11 de julho, quarta-feira
Horário: 9:30h
Onde: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Leopoldina-MG)
Entrada grátis
Censura 14 anos

Apoio Cultural:



Apoio Institucional, Produção e Patrocínio:


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Uma voz cantando a alegria do viver: NHA FALA (Minha Voz) abre a Mostra de Cinema Africano na Casa de Leitura Lya Botelho




Domingo, dia 8 de julho: Nha Fala  (França/Guiné Bissau/Luxemburgo/Portugal, 2002).

 Diretor: Flora Gomes (Guiné-Bissau)
Com Ângelo Torres, Bia Gomes, Danielle Evenou, Fatou N'Diaye, François Hadji-Lazaro, Jean-Christophe Dollé, Jorge Biague, José Carlos Imbombo. 
Comédia Musical em Cores.
Música: Manu Di Bango (Cabo Verde)
Duração 90’.

Em Cabo Verde, todos os acontecimentos que regem a vida social viram música. Mas na família da jovem Vita, uma superstição promete a morte a quem tentar. Na França, onde Vita estuda, ela encontra Pierre, músico, por quem se apaixona. Ela canta e Pierre descobre a beleza de sua voz, convencendo-a a gravar um disco que se torna sucesso. Mas Vita desafiou a tradição, e decide então voltar à casa para confessar à família a sua transgressão e receber o castigo.

O título "Nha Fala" significa "Minha voz", no dialeto creoulo.

Sobre o Diretor: Flora Gomes nasceu em 1949 em Cadique. Estudou cinema no ICAIC em Cuba e no Senegal. Trabalhou como repórter, ligado ao Ministério da Informação. É Câmera man, fotógrafo e cineasta na Guiné Bissau. 

SERVIÇO:
Filme: "Nha Fala" (Minha Voz), com Fatou N'Diaye e Bia Gomes
Quando: domingo, 8 de julho
Horário: 19:30h
Local: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Leopoldina,MG)
Entrada grátis
Censura: 14 anos 

Apoio Cultural: 




 Apoio, Realização e Patrocínio: