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terça-feira, 10 de julho de 2012

As sobras da guerra: O HERÓI




     O processo de descolonização de Angola resultou numa guerra civil de dimensões catastróficas e que durou 27 anos. Centenas de milhares de mortos, desabrigados, refugiados e mutilados, uma economia arruinada além de um país inteiro a ser reconstruído, foi o rescaldo desse conflito, considerado um dos mais longos da história.


     Homem do seu tempo, artista sensível, diretor de cinema e TV,  nascido em 1955 em Luanda, Zézé Gamboa, faz neste seu longa metragem de 2004, "O HERÓI", um libelo contra os horrores que aquele sofrido país africano viveu durante quase três décadas de conflitos internos.

      Após uma violenta guerra civil de 27 anos, Angola encontra-se numa situação em que tudo está por refazer. A reconstrução Nacional passa necessariamente pelo reencontro de valores morais e pela reintegração de seres por vezes perdidos e mutilados física e espiritualmente, que precisam encontrar o seu lugar como elementos válidos de uma sociedade, ela própria em reanimação, e reencontrar a sua dignidade como humanos. O personagem principal é uma dessas pessoas que não mais se reconhecem e nem tem, ou encontram, para onde voltar. Mutilado, física e espiritualmente, o seu calvário continua num país que, como ele, busca reerguer-se apesar dos profundos ferimentos e das perdas irrecuperáveis.


     Esse filme, primeiro longa-metragem realizado por Zézé Gamboa, uma co-produção de Angola, França e Portugal, recebeu 29 prêmioa internacionais, uma das quais o prestigiado premio do júri para o "melhor filme dramático estrangeiro" no “Sundance”, o maior festival mundial de cinema independente.


     O projeto que Zézé Gamboa “tinha de fazer”, uma homenagem aos mutilados angolanos, tem argumento de Carla Batista e as expressivas atuações  Oumar Makena Diop, senegalês, e Maria Ceiça e Neuza Borges, brasileiras.

      "O HERÓI" será exibido hoje, terça-feira, dia 10 de julho, às 19:30h, na Casa De Leitura Lya Botelho, em Leopoldina, como parte da Mostra de Cinema Africano, "ÁFRICA: UM OUTRO OLHAR".

SERVIÇO:
Filme: "O HERÓI", do diretor Zezé Gamboa (Angola)
Quando, hoje, dia 10 de julho
Horário: 19:30h
Onde: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Leopoldina-MG)
Entrada grátis
Censura: 16 anos

Apoio Cultural:



Apoio Institucional, Realização e Patrocínio:


 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Uma voz cantando a alegria do viver: NHA FALA (Minha Voz) abre a Mostra de Cinema Africano na Casa de Leitura Lya Botelho




Domingo, dia 8 de julho: Nha Fala  (França/Guiné Bissau/Luxemburgo/Portugal, 2002).

 Diretor: Flora Gomes (Guiné-Bissau)
Com Ângelo Torres, Bia Gomes, Danielle Evenou, Fatou N'Diaye, François Hadji-Lazaro, Jean-Christophe Dollé, Jorge Biague, José Carlos Imbombo. 
Comédia Musical em Cores.
Música: Manu Di Bango (Cabo Verde)
Duração 90’.

Em Cabo Verde, todos os acontecimentos que regem a vida social viram música. Mas na família da jovem Vita, uma superstição promete a morte a quem tentar. Na França, onde Vita estuda, ela encontra Pierre, músico, por quem se apaixona. Ela canta e Pierre descobre a beleza de sua voz, convencendo-a a gravar um disco que se torna sucesso. Mas Vita desafiou a tradição, e decide então voltar à casa para confessar à família a sua transgressão e receber o castigo.

O título "Nha Fala" significa "Minha voz", no dialeto creoulo.

Sobre o Diretor: Flora Gomes nasceu em 1949 em Cadique. Estudou cinema no ICAIC em Cuba e no Senegal. Trabalhou como repórter, ligado ao Ministério da Informação. É Câmera man, fotógrafo e cineasta na Guiné Bissau. 

SERVIÇO:
Filme: "Nha Fala" (Minha Voz), com Fatou N'Diaye e Bia Gomes
Quando: domingo, 8 de julho
Horário: 19:30h
Local: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Leopoldina,MG)
Entrada grátis
Censura: 14 anos 

Apoio Cultural: 




 Apoio, Realização e Patrocínio:


 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Programação Oficial: Mostra de Cinema Africano na Casa de Leitura Lya Botelho


     Com o Apoio Cultural da Embaixada da França no Brasil, do Institut Français e da Cinemateca da Embaixada da França, a Casa de Leitura Lya Botelho, de Leopoldina, apresenta, de 8 a 14 de julho a Mostra de Cinema Africano "ÁFRICA: UM OUTRO OLHAR".

     Serão 8 filmes de produtores, diretores, roteiristas, técnicos e atores africanos, distribuidos em 7 dias de exibição, numa amostragem da produção cinematográfica africana "de raiz". O desconhecimento que temos dessa produção, seja pelo desinteresse dos distribuidores internacionais que dificulta o acesso às obras, ou devido a uma cinefilia "viciosa" pela produção norte-americana ou européia, poderá ser amenizado nessas sessões diárias que a Casa de Leitura promoverá no mes de julho, sempre às 19:30h.

     Abordando temas como as tradições, os costumes, os aspectos religiosos, a presença da guerra civil, histórias de sonhos e esperanças, a mostra reúne exemplos do trabalho de diretores como Zezé Gamboa "O Herói"), homenageado pelo FESTIVAL CINEPORT (produzido pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho), à Flora Gomes, com sua delicada e divertida "Nha Fala".

     Essa Mostra faz parte das atividades paralelas pertinentes ao Módulo 1: "A presença do Negro no desenvolvimento sócio, político, econômico e cultural de Leopoldina", do PROJETO MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: LEOPOLDINA-MG que a Casa de Leitura Lya Botelho vem desenvolvendo junto às escolas da rede pública e particular de ensino e aberta a toda a comunidade. No mês de Junho foi exibida a Mostra "O Negro no Cinema Norte-Americano", com uma seleção de filmes que pudessem traduzir a imagem do negro na sociedade norte-americana, interpretada pelo cinema daquele país. Em Julho, com essa Mostra "ÁFRICA: UM OUTRO OLHAR", buscamos filmes que proporcionassem, não apenas uma comparação entre origens, mas uma imersão dentro da estética e da linguagem de autores e artistas africano, falando deles mesmos, narrando suas histórias e assim nos permitindo vivenciar um pouco da vida naquele continente.

     Abaixo, a Programação da Mostra "ÁFRICA: UM OUTRO OLHAR":
  • domingo, 08 de julho: NHA FALA (diretor: Flora Gomes)
  • segunda-feira, 09 de julho: DRUM (diretor: Zola Maseko)
  • terça-feira, 10 de julho: O HERÓI (diretor: Zezé Gamboa)
  • quarta-feira, 11 de julho: O PREÇO DO PERDÃO (diretor: Mansur Sora Wade)
  • quinta-feira, 12 de julho: EM NOME DE CRISTO (diretor: Roger Gnoan M'bala)
  • sexta-feira, 13 de julho: BUUD YAM (diretor: Gaston Kaboré)
  • sábado, 14 de julho: COURTS DE RECRÉ e IMPRESSÕES DA ÁFRICA
    
     SERVIÇO:
     Quando: de 8 a 14 de julho de 2012
     Horário: sempre às 19:30h
     Onde: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4  /  Leopoldina-MG)
     Entrada franca
     Censura: confirmar a cada filme pelo telefone (32) 3441-2090


     APOIO CULTURAL: 



   APOIO, REALIZAÇÃO E PATROCÍNIO:







sexta-feira, 22 de junho de 2012

Quando o discurso "politicamente correto" conflita com os próprios interesses: "Adivinhe quem vem para o jantar"


"ADIVINHE QUEM VEM PARA O JANTAR" (Guess who's coming to dinner) é um filme de 1967 que é um macro sobre as questões de miscigenação racial no casamento.

Joanna (Katherine Houghton), a bela filha de um editor liberal, Matthew Drayton (Spencer Tracy) , e sua esposa aristocrata (Katherine Hepburn), retorna para casa com seu novo namorado Joh Prentice (Sidney Poitier), um ilustre médico negro. Cristina aceita a decisão da filha de se casar com John, mas seu pai está chocado com essa união inter-racial; bem como os pais do médico. Para acertar as coisas, ambas as famílias devem sentar-se frente a frente e examinar os seus níveis de intolerância.

Neste filme, o diretor Stanley Kramer criou um estudo magistral dos preconceitos sociais.

O filme, que será exibido hoje, dia 22 de junho às 19:30h na Casa De Leitura Lya Botelho, faz parte da Mostra "O Negro no Cinema Norte-Americano", do Módulo 1 (A participação do Negro no desenvolvimento sócio, político, econômico e cultural de Leopoldina) do PROJETO MEMÓRIA E PATRIMONIO: LEOPOLDINA-MG,  que tem o apoio da Fundação Ormeo Junqueira Botelho e o patrocínio da ENERGISA.

SERVIÇO:
Filme: "Adivinhe quem vem para o jantar", com Sidney Poitier, Katherine Hepburn
Quando: hoje, dia 22 de junho
Horário: 19:30h (pontualmente!)
Onde: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Leopoldina-MG)
Entrada grátis
Censura: 14 anos

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sonhos & Enganos: "O sol tornará a brilhar", na Mostra "O Negro no Cinema Norte-Americano"


Os sonhos podem fazer valer a pena viver, mas eles também podem ser estilhaçados por decisões erradas. Esta é a encruzilhada em que se encontra a família Younger quando seu pai morre e recebem US$10.000 do seguro de vida. Será que devem comprar uma casa nova para a família? Talvez uma loja? Ou pagar pela escola de medicina? Apesar da escolha ser difícil, a vida no lado sul de Chicago na década de 1950 é mais difícil ainda.

Esse é o enredo de "O SOL TORNARÁ A BRILHAR" (A raisin in the sun), filme que será exibido hoje, quinta-feira, às 19:30, com entrada grátis e censura 16 anos, na Casa De Leitura Lya Botelho, em Leopoldina.

Este filme é um dos integrantes da Mostra "O Negro no Cinema Norte-Americano", que integra o conjunto de eventos do Módulo 1 (A Importância do Negro no desenvolvimento sócio, político, econômico e cultural de Leopoldina) do PROJETO MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: LEOPOLDINA-MG que a Casa de Leitura Lya Botelho desenvolve, com o apoio da Fundação Ormeo Junqueira Botelho e o patrocínio da ENERGISA.

SERVIÇO:
Filme: "O sol tornará a brilhar", com Sidney Poitier
Quando: quinta-feira, 21 de junho de 2012
Horário: 19:30h
Local: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Leopoldina-MG)
Entrada grátis
Censura: 16 anos

terça-feira, 19 de junho de 2012

Começa a Mostra "O Negro no Cinema Norte-Americano"

    
 
     Começou ontem, dia 18 de junho, a Mostra "O NEGRO NO CINEMA NORTE-AMERICANO", parte integrante do Módulo 1 ("A participação do Negro no desenvolvimento sócio, político, econômico e cultural de Leopoldina-MG") do PROJETO MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: LEOPOLDINA-MG que a Casa de leitura Lya Botelho, com o apoio da Fundação Ormeo Junqueira Botelho e patrocínio da ENERGISA, está iniciando.

     Esse Projeto, planejado para ser realizado em 5 semestres, abordará diversos aspectos e focos de interesse da formação da cidade de Leopoldina-MG. 

     O Módulo 1 (1º Semestre) foca na presença do Negro como elemento constituinte da nossa cultura e história. Sua inegável colaboração para o progresso da cidade e da região será registrada, e temas e sub-temas, pelos alunos dos cursos de Nível Médio da rede escolar do município. Enquanto esse rico acervo é coletado, todos os alunos das escolas públicas e particulares de Leopoldina e seus distritos estarão participando de grupos de leitura, de oficinas e demais atividades sempre ligadas ao estudo, resgate e valorização da cultura negra.

     Numa demonstração de interesse e de como é importante a participação da sociedade em projetos que abordem a sua história, estiveram lotando a sala de exibições da Casa de Leitura Lya Botelho, na noite de ontem, os alunos do Curso Técnico em Comércio, da Rede DOCTUM/ Tec de Cursos Profissionalizantes. Liderados pelo professor da disciplina de Ética e Responsabilidade Social, Túlio Augusto Bastos, levaram para um posterior debate, as questões mais marcantes desse excelente filme norte-americano: a ética, o preconceito, a intolerância, o medo, a dificuldade em aceitar as diferenças, o repúdio social.

     É exatamente com esse intuito, o de estabelecer condições para um debate sobre as questões que permeiam as relações humanas, que a Casa de Leitura Lya Botelho procura viabilizar o acesso à informação, às novas e possivelmente diferentes maneiras de analizar-se situações, à desconstrução de ideologias e conceitos pré-concebidos, utilizando-se, para tanto, do recurso do cinema.
 
     "O SOL É PARA TODOS" (To kill a Mokingbird) baseado num famosos bestseller, narra a luta travada por um advogado de uma pequena e pacata cidade do Sul dos Estados Unidos, que recebe a tarefa de defender um homem negro injustamente acusado de ter estuprado jovem branca. Ainda que todas as provas e evidências inocentem o acusado, Atticus, o advogado tem que enfrentar todo o preconceito de uma sociedade injusta, hipócrita, cruel e imoral.

Baseado num romance de Harper Lee, "O SOL É PARA TODOS" é um excelente filme de tribunal. Realizado em 1962 pelo cineasta Robert Mulligan, o filme apresenta, sob a ótica de duas crianças, preceitos básicos como a ética e a dignidade.
 
A Mostra "O NEGRO NO CINEMA NORTE-AMERICANO" continua até sábado, dia 22 de junho, todas as noites às 19:30h, na sala de exibições da Casa de Leitura Lya Botelho.
 
Devido ao número limitado de lugares (25), a Coordenação da Casa de Leitura Lya Botelho estará distribuindo senhas para as sessões, 30 minutos antes do início das mesmas.