Este blog objetiva dar visibilidade ao "Projeto Memória de Leopoldina", em seu "Módulo 1". Desenhado pela Coordenadoria da Casa de Leitura Lya Botelho (Leopoldina,MG) com a finalidade de envolver todos os alunos das escolas públicas e particulares da rede de ensino do município, além da população em geral, o Projeto visa abranger diversos aspectos referentes à preservação do Patrimônio Histórico da cidade de Leopoldina e seus distritos.
Mostrando postagens com marcador raça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador raça. Mostrar todas as postagens
sábado, 23 de junho de 2012
Faça a coisa certa: confrontos e ajustes na tela do cinema
"FAÇA A COISA CERTA" (Do the right thing), do diretor negro norte-americano Spike Lee encerra, neste sábado, dia 23 de junho, a Mostra "O Negro no Cinema Norte-Americano", da Casa De Leitura Lya Botelho de leopoldina-MG.
A Mostra, que exibiu 6 filmes considerados "clássicos" por sociólogos e crítica especializada, dentro da abordagem que o cinema proporcionou com a questão racial, deixa um saldo positivo, tanto em termos de audiência, como na qualidade das discussões posteriores às exibições.
"FAÇA A COISA CERTA", cuja história tem como cenário o Harlem, bairro novaiorquino onde a maioria da população é predominantemente negra, Buggin' Out, um ativista, exige que Sal, um dono de uma pizzaria, troque as fotos de seus ídolos brancos do local por fotos de ídolos negros. Quando tem seu pedido negado, o ativista passa a organizar um boicote contra a pizzaria de Sal.
SERVIÇO:
Filme: "Faça a coisa certa", com Spike Lee e Danny Ayello
Quando: sábado, dia 23 de junho de 2012
Horário: às 19:30h
Local: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Leopoldina-MG)
Entrada grátis
Censura: 16 anos
Marcadores:
ativismo,
cinema,
cor,
harlem,
interracial,
intolerância,
leopoldina,
miscigenação,
negro,
nova york,
preconceito,
raça,
racial,
racismo,
spike lee,
video
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Quando o discurso "politicamente correto" conflita com os próprios interesses: "Adivinhe quem vem para o jantar"
"ADIVINHE QUEM VEM PARA O JANTAR" (Guess who's coming to dinner) é um filme de 1967 que é um macro sobre as questões de miscigenação racial no casamento.
Joanna (Katherine Houghton), a bela filha de um editor liberal, Matthew Drayton (Spencer Tracy) , e sua esposa aristocrata (Katherine Hepburn), retorna para casa com seu novo namorado Joh Prentice (Sidney Poitier), um ilustre médico negro. Cristina aceita a decisão da filha de se casar com John, mas seu pai está chocado com essa união inter-racial; bem como os pais do médico. Para acertar as coisas, ambas as famílias devem sentar-se frente a frente e examinar os seus níveis de intolerância.
Neste filme, o diretor Stanley Kramer criou um estudo magistral dos preconceitos sociais.
O filme, que será exibido hoje, dia 22 de junho às 19:30h na Casa De Leitura Lya Botelho, faz parte da Mostra "O Negro no Cinema Norte-Americano", do Módulo 1 (A participação do Negro no desenvolvimento sócio, político, econômico e cultural de Leopoldina) do PROJETO MEMÓRIA E PATRIMONIO: LEOPOLDINA-MG, que tem o apoio da Fundação Ormeo Junqueira Botelho e o patrocínio da ENERGISA.
SERVIÇO:
Filme: "Adivinhe quem vem para o jantar", com Sidney Poitier, Katherine Hepburn
Quando: hoje, dia 22 de junho
Horário: 19:30h (pontualmente!)
Onde: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Leopoldina-MG)
Entrada grátis
Censura: 14 anos
Marcadores:
botelho,
casa,
casamento,
cinema,
interracial,
intolerância,
leitura,
leopoldina,
lya,
miscigenação,
mostra,
negritude,
negro,
preconceito,
raça,
tolerância,
video
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Sonhos & Enganos: "O sol tornará a brilhar", na Mostra "O Negro no Cinema Norte-Americano"
Os sonhos podem fazer valer a pena viver, mas eles também podem ser estilhaçados por decisões erradas. Esta é a encruzilhada em que se encontra a família Younger quando seu pai morre e recebem US$10.000 do seguro de vida. Será que devem comprar uma casa nova para a família? Talvez uma loja? Ou pagar pela escola de medicina? Apesar da escolha ser difícil, a vida no lado sul de Chicago na década de 1950 é mais difícil ainda.
Esse é o enredo de "O SOL TORNARÁ A BRILHAR" (A raisin in the sun), filme que será exibido hoje, quinta-feira, às 19:30, com entrada grátis e censura 16 anos, na Casa De Leitura Lya Botelho, em Leopoldina.
Este filme é um dos integrantes da Mostra "O Negro no Cinema Norte-Americano", que integra o conjunto de eventos do Módulo 1 (A Importância do Negro no desenvolvimento sócio, político, econômico e cultural de Leopoldina) do PROJETO MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: LEOPOLDINA-MG que a Casa de Leitura Lya Botelho desenvolve, com o apoio da Fundação Ormeo Junqueira Botelho e o patrocínio da ENERGISA.
SERVIÇO:
Filme: "O sol tornará a brilhar", com Sidney Poitier
Quando: quinta-feira, 21 de junho de 2012
Horário: 19:30h
Local: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Leopoldina-MG)
Entrada grátis
Censura: 16 anos
quarta-feira, 20 de junho de 2012
A busca da verdade: "Mississipi em Chamas"
Nesta quarta-feira, às 19:30h, estará sendo exibido, na Casa De Leitura Lya Botelho, o filme MISSISSIPI EM CHAMAS (Mississipi Burning) que conta a história (verídica) acontecida em 1964, no estado do Mississipi, um dos mais preconceituosos estados do sul dos Estados Unidos.
Rupert Anderson (Gene Hackman) e Alan Ward (Willem Dafoe), dois agentes do FBI, investigam a morte de três militantes dos direitos civis em uma pequena cidade onde a segregação divide a população em brancos e negros e a violência contra os estes últimos é uma tônica constante.
Durante o Verão da Liberdade, em que estudantes universitários do norte dos Estados Unidos partiram para o sul segregacionista na missão de inscrever os negros para eleição, três jovens ativistas dos "Direitos Humanos" desaparecem misteriosamente. Dois agentes federais, um recém-formado, interpretado por Willem Defoe e outro veterano do sul, feito por Gene Hackman, são designados para desvendar o caso. No dia anterior à sua chegada, havia sido incendiada uma igreja onde os negros congregavam, e ao chegarem na cidade, durante a investigação, puderam perceber o racismo que exalava dos brancos e subjugava à força os negros. Estava infiltrado na Polícia local, na igreja, em todos os lares.
Este filme faz parte da Mostra "O Negro no Cinema Norte-Americano", que acontece nesta semana na Casa de Leitura Lya Botelho, dentro do Módulo 1 ("A Contribuição do Negro na vida sócio, política, econômica e cultural de Leopoldina") do PROJETO MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: LEOPODINA-MG.
SERVIÇO:
Filme: "Mississipi em Chamas", com Gene Hackman e William Dafoe
Quando, hoje, dia 20 de junho, quarta-feira
Horário: 19:30h
Local: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Leopoldina-MG
Entrada Grátis:
CENSURA: 16 ANOS ( A Coordenadoria da Casa de Leitura Lya Botelho se reserva o direito de solicitar documento de identidade original para a comprovação de idade)
Marcadores:
cinema,
crime,
cultura,
discriminação,
filme,
história,
ideologia,
leopoldina,
mississipi,
negro,
preconceito,
projeto,
raça,
racial,
racismo,
segregação
terça-feira, 19 de junho de 2012
"Histórias Cruzadas, na programação da Mostra "O Negro no Cinema Norte-Americano"
Dentro da programação cinematográfica do Módulo 1 ("A participação do Negro na construção sócio, política, econômica e cultural de Leopoldina-MG) do PROJETO MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: LEOPOLDINA-MG que a Casa De Leitura Lya Botelho vem desenvolvendo, apresentaremos, na noite desta terça-feira, 19 de junho, às 19:30h, o filme "HISTÓRIAS CRUZADAS" (The Help), que estreou nas telas brasileiras em fevereiro deste ano.
Baseado em um dos livros mais badalados há anos e fenômeno n°1 em vendas de todos os tempos do New York Times, "Histórias Cruzadas", filme estrelado por Emma Stone ("A mentira") como Skeeter, com a indicada ao Oscar, Viola Davis como Aibileen e Octavia Spencer como Minny, mostra três diferentes mulheres extraordinárias no Mississipi durante os anos 60 que constroem uma improvável amizade devido a um projeto literário secreto que abala as regras da sociedade, colocando-as em perigo.
De sua improvável aliança surge uma incrível irmandade, criando em todas elas a coragem para transcender os limites que as definem e a conscientização de que às vezes esses limites existem para serem ultrapassados, mesmo que isso signifique fazer com que todas as pessoas da cidade encarem os novos tempos.
Intensa, cheia de pungência, humor e esperança, "HISTÓRIAS CRUZADAS" é uma história eterna e universal sobre a capacidade de criar mudanças.
SERVIÇO:
Filme: "Histórias Cruzadas" (The help), com Viola Davis
Quando, hoje, terça-feira, 19 de junho
Horário: 19:30h (senhas serão distribuidas a partir das 19:00h)
Onde: Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Leopoldina-MG)
Entrada Gratuita
Censura: 14 anos
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Os papéis dos Negros nas Telenovelas
A televisão brasileira criou o culto à telenovela, que, importada em sua estrutura básica do México, assimilou nestas terras a qualidade do folhetim e foi a sucessora da novela transmitida pelo rádio.
Neste documentário do cineasta Joel Zito Araújo, assistimos, através de imagens de arquivo e de depoimentos diversos, os tabus e preconceitos enfrentados pelos atores negros pelo seu reconhecimento na história das telenovelas.
Quase sempre relegados a papéis secundários, fortemente calcados nos esterótipos criados por uma cultura eurocêntrica, a telenovela, o produto de maior audiência no horário nobre da TV brasileira, acabou por influenciar, sobremaneira, os processos de identidade étnica dos afrodescendentes brasileiros.
Documentário essencial para refletirmos na importância da TV na formação de esterótipos, criação de identidades e veículo formador de ideologias, "A negação do Brasil" é um trabalho sério de pesquisa para qualquer um que se interesse pelas questões raciais.
Como diz a crítica e escritora Maria Santos de Jesus:
"A proposta do documentário é trazer à discussão os papéis representados
pelos afro-descendentes, quase sempre subalternizados, inferiorizados
em função da pouca visibilidade e quando muito, representando
estereótipos de jagunços, feitores, delegados e empregados domésticos.
Baseado nas informações do documentário, o que se vê diariamente nas telenovelas é a hipervalorização da matriz euro-descendente, tida como modelo de beleza estética e superioridade intelectual, em detrimento das matrizes afro e índio-descendentes, já que “os grupos de maior prestígio têm hegemonia cultural e tudo que diverge de suas concepções é desqualificado". (Est. Culturais, 2008).
Em entrevista ao programa Salto (Rede Brasil), Joel Zito afirma que “as pessoas, inconscientemente partilham a visão de que o belo, o culto, o desejável, o ser moderno, o ser Primeiro Mundo, é ser branco”. Arraigado na cultura brasileira, esse estigma é extremamente negativo para que o negro atue em papéis positivos que contribuam para a auto-afirmação da sua imagem."
(Márcia Santos de Jesus em "A Negação do Brasil: O Negro na Telenovela Brasileira - Análise crítica do filme")Baseado nas informações do documentário, o que se vê diariamente nas telenovelas é a hipervalorização da matriz euro-descendente, tida como modelo de beleza estética e superioridade intelectual, em detrimento das matrizes afro e índio-descendentes, já que “os grupos de maior prestígio têm hegemonia cultural e tudo que diverge de suas concepções é desqualificado". (Est. Culturais, 2008).
Em entrevista ao programa Salto (Rede Brasil), Joel Zito afirma que “as pessoas, inconscientemente partilham a visão de que o belo, o culto, o desejável, o ser moderno, o ser Primeiro Mundo, é ser branco”. Arraigado na cultura brasileira, esse estigma é extremamente negativo para que o negro atue em papéis positivos que contribuam para a auto-afirmação da sua imagem."
Ficha de Informações do Filme
Título: A NEGAÇÃO DO BRASIL
Duração: 91 min
Duração: 91 min
Ano: 2000
Cidade: Rio de Janeiro, RJ País: Brasil
Gênero: Documentário
Cor: Colorido/PB
Cidade: Rio de Janeiro, RJ País: Brasil
Gênero: Documentário
Cor: Colorido/PB
Ficha Técnica
Direção: Joel Zito AraújoRoteiro: Joel Zito Araújo
Empresa(s) Co-produtora(s): Casa de Criação
Produção Executiva: Joel Zito Araújo
Direção de Produção: Joel Zito Araújo
Direção Fotografia: Adrian Cooper e Cleumo Segond
Fotografia de Cena: Não
Montagem/Edição: Joel Zito Araújo e Adrian Cooper
Técnico de Som Direto: Toninho Murici
Edição Som: Equipe Estúdios Mega
Mixagem: Equipe Estúdios Mega
Classificação Indicativa: 12 anos
Currículo do filme
Prêmios: Roteiro premiado pelo Concurso Nacional de Projetos de Documentários do Ministério da Cultura - 1999.
Prêmios de Melhor Documentário, Melhor Pesquisa e Premio Quanta da Competição Brasileira do É TUDO VERDADE - 6º Festival Internacional de Documentários - 2001. SP-RJ;
Troféu especial "Gilberto Freire de Cinema" e Troféu de "Melhor Roteiro de Documentário" do 5º Festival de Cinema do Recife - 2001.
Prêmios de Melhor Documentário, Melhor Pesquisa e Premio Quanta da Competição Brasileira do É TUDO VERDADE - 6º Festival Internacional de Documentários - 2001. SP-RJ;
Troféu especial "Gilberto Freire de Cinema" e Troféu de "Melhor Roteiro de Documentário" do 5º Festival de Cinema do Recife - 2001.
(Informações obtidas no site da Programadora Brasil)
Marcadores:
arquétipo,
casa de leitura,
cultura,
documentário,
energisa,
estereótipo,
hegemonia,
imagem,
negro,
patrimônio,
preconceito,
raça,
racismo,
telenovela,
televisão,
tv
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Casa de Leitura Lya Botelho apresenta a Mostra de Filmes: "Raça, Cor e Intolerância no Cinema Mundial"
Começa em Junho, na Casa de Leitura Lya Botelho, a Mostra de Filmes "Raça, Cor e Intolerância no Cinema Mundial" como parte dos Eventos Paralelos do Módulo 1 (O negrro e sua importância na formação de Leopoldina-MG) do "Projeto Memória e Patrimônio Leopoldina-MG", desenvolvido pela Casa de Leitura Lya Botelho.
Clássicos como : "O sol tornará a brilhar" (A raising in the sun), "O sol é para todos" (To kill a mockingbird), "Adivinhe quem vem para o jantar" (Guess who's coming to dinner), "Mississipi em chamas" (Mississipi burning), "Faça a coisa certa" (Do the right thing) e o novíssimo "Histórias Cruzadas" (The help), serão exibidos na semana de 18 a 23 de junho, sempre às 19:30h, na Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / Centro Leopoldina-MG).
Após as exibições a audiência será convidada a participar dos debates sobre o filme apresentado, discutindo-o com profissionais ligados ao meio cinematográfico e, também, líderes comunitários, professores, historiadores e sociólogos.
A entrada é grátis, porém senhas serão distribuidas 30 minutos antes de casa sessão.
A capacidade máxima da sala é de 30 pessoas.
Atenção: confira a censura do filme a cada dia.
Este projeto tem o apoio da FUNDAÇÃO ORMEO JUNQUEIRA BOTELHO e o patrocínio da ENERGISA.
Marcadores:
casa de leitura lya botelho,
cor,
debate,
discriminação,
discussão,
energisa,
filme,
fundação ormeo junqueira botelho,
intolerância,
negro,
projeto,
raça,
racismo,
video
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Racismo e Ideologias Políticas nas Histórias em Quadrinhos: uma oficina com a Profª Natania Nogueira
As tirinhas e as revistas em quadrinhos, como qualquer forma de arte, são um produto da geração que as criou. Em alguns casos, é bom ver o Capitão América usar de todo o seu patriotismo norte-americano para dar uns chutes nos traseiros dos nazistas. Em outros casos, no de um chefe indígena...
Ainda assim, como a própria sociedade, os quadrinhos se esforçam para seguir em frente, evoluirem e se afastarem dos pecados do passado. Claro que quadrinistas, desenhistas, editores fizeram algumas decisões raciais bastante ruins ("Devemos chamar todo super-herói negro de "Negro Isso ou Aquilo", pois assim então todo mundo saberá que eles são negros"), mas pelo menos eles tentaram progredir.
Ainda que suas tentativas de abordagem de questões raciais sejam equivocadas ou mal elaboradas, você não pode culpá-los por tentar, certo?
Oh, espere um pouco: é claro que você pode!
Vejam abaixo, extraído de um artigo chamado "Os 5 menos intencionalmente ofensivos personagens das revistas em quadrinhos", escrito por David Johnson no site Cracked.com:
Lois Lane, a eterna namorada do Super Homem, transforma-se numa negra e, surpreendentemente, volta a ser branca!
![]() |
Na edição nº 106 da revista em quadrinhos "Lois Lane, a namorada do Super Homem" ( Superman's Girlfriend Lois Lane ), os criadores e editores tentaram resolver o problema racial de uma vez por todas. Lois Lane vai para o bairro africano (Little Africa) de Metrópolis (semelhante ao Harlem, em Nova York) fazer uma reportagem sobre alguma coisa que, na história, nunca fica esclarecida, apenas que ela está indo para lá para, também, aprender sobre "negritude", esperançosa em ganhar o prêmio Pulitzer por isso. "Nossa, meus leitores vão amar saber o quanto oprimidos e pobres vocês são!"
![]() |
| Lois entusiasmada, se vangloria, enquanto Clark Kent se pergunta se "negros" podem ser tecnicamente considerado um enunciado de tese. |
Lois circula pelo bairro africano, mas todo mundo a evita ou a chama de "Branquela, a inimiga."
![]() |
Lois conclui que isso não tem nada a ver com o seu interesse em pedir às pessoas para contar-lhe o que é ser negro e tudo o mais, mas simplesmente porque ela é branca. Então ela pede ao Super Homem que mude a cor da sua pele por um dia com seu Transformoflux, de maneira que ela possa compreender melhor o que significa ser negro.
![]() |
| Super Homem tenta esclarecer: "Como é que você me acusa de racismo quando eu sou o únio alienígena neste planeta?" |
Então, no que isso acaba dando?
Esses quadrinhos claramente tinham um objetivo. É óbvio que os criadores queriam enviar uma mensagem de aceitação e, ainda que a idéia de "nós não somos tão diferentes, você e eu", permanece, certamente, intacta, é a pobre, ignorada população negra, na história, que aprende a lição . Lois surge como uma mulher branca e bem-intencionada, mas é ignorada. Transforma-se em uma garota negra e passa a ser convidada para festas. Ela nunca reconhece que se mostrando como uma privilegiada mulher branca que considera a cultura negra "bacana" pode parecer ignorância. Ela não consegue pensar "Ei, eu acho que as minhas perguntas arrogantes, insensíveis foram, em algum momento, rudes," mas, por isso mesmo, acaba concluindo que os negros odeiam os brancos sem nenhuma razão. Isso, obviamente, não passa nenhuma mensagem de tolerância, mas acaba afirmando que "as pessoas negras são racistas." E, também, que o Super Homem deveria usar os seus poderes em causas mais importantes.
![]() |
Na sua pesquisa, a agora negra Lois Lane conhece uma família pobre que a recebe por algum tempo, Eles estão passando por um período muito difícil, mas são as pessoas mais doces e otimistas no mundo. Lois Lane reage de forma grosseira e insensível:
![]() |
| "Desculpem-me, mas eu estou muito comovida em ver como a vida que vocês levam é horrorosa". |
Obviamente a mulher está sorrindo e tem um bebê saudável, mas isso não impede que Lois pense em como verdadeiramente terrível sua vida é. Ela não consegue parar de chorar só em pensar na vida miserável que essas pessoas negras levam ...
Lois também se depara com um jardim de infância improvisado e um ativista (que, quando ela, Lois, era branca, a chamou de "a inimiga"). Eles tem um contato extremamente amigável , até que ele, o ativista, é baleado por alguns traficantes de drogas. Observação: mesmo que Super Homem deixe claro nos quadrinhos que, como estrangeiro, ninguém, mais do que ele, sabe o que é ser "diferente", isso não muda o fato de que ele claramente poderia ter salvo o ativista de levar um tiro:
![]() |
| "Não se preocupe, Lois, eu te trago de volta ao que você era. O rapaz negro, ele... ele parece que está com tudo sob controle. Tudo bem?" |
Lois Lane doa seu sangue para salvá-lo e no momento em que ele está para recuperar os sentidos, sua cor negra começa a desaparecer e ela vai-se tornando branca, novamente.
Este é o grande momento destes quadrinhos. Continuará o rapaz negro a chamá-la de "a inimiga", mesmo depois dela term, valentemente, doado seu sangue para ajudá-lo, ainda que ela seja uma mulher branca? Ela fica sinceramente preocupada com isso. Ela sente-se insegura ao pensar se o homem é esclarecido o suficiente para percebê-la, além da cor da sua pele, como uma mulher trabalhadora, rica e bem sucedida, que salvou a sua vida.
![]() |
Ele consegue ver isso! Hoje ele aprendeu uma valiosa lição: repórteres que surgem por aí, acreditando que a maneira que você é obrigado a viver é consequência de circunstâncias raciais socioeconomicamente prescristas, podendo, com essa história vir a entreter seus leitores brancos e privilegiados, devem ser tidos como confiáveis e receber sua atenção. Afinal, você nunca sabe quando uma pessoa branca poderá ajudá-lo, se eles acharem que devem. Portanto, seja bonzinho com eles e respondam às suas perguntas.
E assim, de maneira subliminar, os gibis, as tirinhas, as revistas em quadrinhos, também podem colaborar para exaltar a superioridade branca, criando personagens até simpáticos e superficialmente bem intencionados, mas cujo comportamento e ideologia traz um ranço de preconceito, ou desprezo com outras etnias.
Para discutir e entender melhor esse assunto, a Casa de Leitura Lya Botelho convidou a Profª Natania Aparecida Nogueira para, no dia 22 de junho de 2012, em parceria com a Gibiteca Escolar, oferecer a oficina (gratuita) Racismos e Ideologias Políticas nas Histórias em Quadrinhos para professores da rede municipal, pública e privada do ensino fundamental ao Médio.
A proposta da oficina é explorar junto aos professores as várias possibilidade de se trabalhar temas atuais como a guerra, os racismos, a ecologia, dentre outros utilizando o recurso das histórias em quadrinhos. A Profª Natania Nogueira é coordenadora da Gibiteca E. M. Judith Linz Guedes Machado, de Leopoldina-M.
Essa oficina é parte integrante do Projeto Memória e Patrimônio Leopoldina-MG / Módulo 1: A importância do Negro no desenvolvimento sócio-econômico e cultural de Leopoldina, a ser desenvolvido pela Casa de Leitura Lya Botelho, entre os meses de Junho a Novembro de 2012, em conjunto com as escolas da rede pública e particular do município.
Período: das 14 às 17 horas no dia 22 de Junho, sexta-feira.
Vagas: 20 (gratuitas)
Local: Casa de Leitura Lya Botelho ( R. José Peres, 4 / em frente à Praça Félix Martins / Leopoldina-MG)
As inscrições podem ser feitas no local ou pelo e-mail: gibitecacom@gmail.com ou casadeleitura@gmail.com
Marcadores:
casa de leitura lya botelho,
diáspora,
gibi,
leopoldina,
lois lane,
negro,
preconceito,
quadrinhos,
raça,
racismo,
segregação,
super homem,
tirinha,
workshop
sábado, 2 de junho de 2012
Lideranças ( I )
Quem esteve na manhã de ontem, dia 31 de maio, na Casa de Leitura Lya Botelho, foi o Sr. Amaury Santos, ativo membro da comunidade negra de Leopoldina, a convite dos Coordenadores Maria Lucia Braga e Alexandre Moreira.
Foi feita uma apresentação de todo o Projeto Memória Leopoldina (Módulo 1) para o ilustre convidado, inclusive do conteúdo pedagógico do mesmo, bem como da extensa programação de atividades que envolverão, não apenas as escolas públicas e particulares do município, mas todos os seus cidadãos.
O que a Coordenadoria da Casa de Leitura Lya Botelho pretende é, através dos Módulos constituintes desse amplo Projeto de Memória Leopoldina, pesquisar, organizar e formatar conteúdos que preservem a nossa história, através de todos os elementos que a compõem. Portanto, num espectro de múltiplas possibilidades, decidiu-se iniciar pelo módulo que abrange uma das maiores etnias do local, os negros.
Representando mais de 60% da população de Leopoldina, a comunidade negro carrega consigo um legado histórico de valor inestimável e sua participação na construção sócio-econômica-cultural do município deve receber o mérito devido. Desejamos, portanto, que as lideranças negras, os líderes comunitários, representantes de órgãos públicos, cientistas sociais, antropólogos, historiadores, produtores culturais, se aglutinem em torno desse Projeto e tragam a sua contribuição efetiva para esse nascente acervo. Que os nossos estudantes, representantes das novas gerações de leopoldinenses, possam sentir que a história oral e escrita, os fatos documentados ou lembrados, são cuidadosamente preservados e zelosamente transmitidos pelos guardiães dessas informações, num processo contínuo, que flui com o rio da história.
Outros Módulos certamente virão, cada um abordando um dos aspectos constituintes do mosaico que é o nosso Patrimônio Cultural. Ao final, teremos atualizado e enriquecido o acervo da nossa história, com novos dados e conteúdos, propiciando a criação de um verdadeiro e merecido Memorial para a nossa cidade.
Marcadores:
afrobrasileiro,
afrodescendente,
casa de leitura lya botelho,
cidade,
comunidade,
cor,
escravo,
estudo,
história,
leopoldina,
lider,
memória,
minas gerais,
município,
negritude,
negro,
patrimonio,
pesquisa,
raça
Assinar:
Postagens (Atom)













